O Bem contra o Mal

O Bem contra o Mal

 
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Página extraída de Carta a uma Nação Cristã: Contraponto, por RC Metcalf. Para obter mais informações, por favor visite www.ThinkAgain.us.

O Bem contra o Mal – Então, os ateus são maus?
Minha resposta curta seria: "Não. . . . e sim." Entretanto, eu daria a mesma resposta se você perguntasse "Os cristãos são maus?" A minha resposta se aplica a todas as pessoas. No sentido de que tanto os ateus e cristãos em geral podem viver vidas boas (ou seja, tornam-se membros úteis da sociedade, cuidam de seus filhos, etc), minha resposta seria "não". Entretanto, quando se considera a inerente tendência humana ao comportamento egoísta, por vezes à custa dos outros, não conheço ninguém que seja completamente livre de tais males.

Muitos teístas cristãos têm concluído que a existência do mal pode fornecer boas evidências para a existência de Deus. Considere o argumento apresentado por Ravi Zacharias em seu livro A Shattered Visage: The Real Face of Atheism.59 No apêndice, ele escreve:

  1. Sim, o mal existe neste mundo.
  2. Se existe o mal, então o bem tem que existir (um problema que o ateu tem que explicar).
  3. Se existem o bem e o mal, tem que existir uma lei moral com a qual julgar entre o bem e o mal.
  4. Se existe uma lei moral, tem que existir um legislador moral.
  5. Para o teísta, isso aponta para Deus.
Um ateu talvez responda60 que a proposição número três carece de mérito uma vez que a única exigência é um sistema moral, não necessariamente uma lei moral. Um sistema moral pode facilmente surgir tanto através de mecanismos evolucionistas meméticos61 como por um legislador onisciente. Embora a existência de um meme permaneça altamente especulativa, reconheço que essa possibilidade existe.

No entanto, isso não explica o tipo de mal que desafia a explicação cultural. Na maior parte da seção que segue esta questão no seu livro, você cita exemplos como o de Adolf Hitler, Kim Il Sung e Josef Stalin. A humanidade em todo o mundo denunciaria muitos dos horrores cometidos por Josef Mengele sob o regime nazista. Mengele injetou substâncias químicas nos olhos de recém-nascidos na tentativa de mudar a cor dos seus olhos. Estes experimentos causaram dor intensa e, muitas vezes, cegueira permanente. O Terceiro Reich aparentemente sancionou tal crueldade. Parece que o que uma cultura considerava aceitável seria de fato considerado perverso na maioria das outras culturas. Embora os ateus tenham feito pouco para deter a maré do mal cultural, os missionários cristãos enfrentam a linha de frente. Os maoris da Nova Zelândia praticaram canibalismo até 1840, um mal agora quase abandonado por completo em grande parte devido aos esforços evangelísticos de missionários cristãos.
    Missionários, no entanto, de várias igrejas cristãs vieram evangelizar os pagãos. Eles fizeram um ataque direto contra a forma de teologia dos maoris. A regra de ouro do amor fraternal foi pregada, e a guerra e canibalismo foram condenados. A nova religião foi aceita pelos chefes e logo por suas tribos. Levou algum tempo, porém, até que as várias tribos abrissem mão da satisfação de usar suas armas recém-adquiridas contra seus inimigos hereditários. Velhas contas tinham que ser resolvidas como uma questão de honra tribal. Finalmente, o novo ensino prevaleceu e as guerras intertribais terminaram. Com o fim das guerras, o fornecimento de inimigos mortos terminou e o canibalismo cessou.62
Necessitamos reconhecer que realmente existem males no mundo que qualquer pessoa sã abominaria. Não aprovamos leis que especificamente proíbem meter agulhas nos olhos dos bebês. Todos sabemos, lá no fundo, que certos males são realmente perversos, independentemente do aspecto cultural ao qual certa pessoa pertença. No entanto, de onde é que este conhecimento surge? A evolução memética não pode explicá-la. Os cristãos atribuiriam a Deus este nível inato de discernimento entre o bem e o mal.

Tanto você quanto Richard Dawkins parecem acreditar que o cristianismo evangélico represente um dos piores males inerentes ao mundo. Dawkins pergunta: "Quanto é que consideramos as crianças como sendo propriedade de seus pais? Uma coisa é dizer que as pessoas devem ser livres para acreditar no que quiserem, mas devem ser livres para impor suas crenças sobre seus filhos? Existe algo a ser dito a favor da intervenção da sociedade? O que dizer de criar filhos para acreditarem em falsidades manifestas?”63 No entanto, absolutamente nenhuma evidência existe para apoiar a alegação de que o cristianismo seja uma falsidade evidente. Na verdade, a teoria de Dawkins sobre a existência de memes tem o mesmo potencial de ser uma mentira manifesta, se não mais, que a hipótese de Deus.

O Bem contra o Mal – Comportamento Reto
Na análise final, o teísmo cristão, baseado na moralidade de Jesus Cristo, fornece o argumento mais fundamentalmente coerente a um comportamento moralmente correto. Tal comportamento é totalmente coerente com os ensinamentos de Jesus. O teísmo muçulmano não oferece tal fundamentação. Os ensinamentos do Corão incentivam lutas e violência, assim como tenho mostrado e como você muitas vezes destaca. O ateu também não tem fundamento para um comportamento moralmente correto uma vez que a evolução por si só não pode explicar a inata consciência humana do certo e do errado. Isto quer dizer que os ateus e os muçulmanos não podem viver vidas morais? Absolutamente não. Apenas que sua cosmovisão não oferece nenhuma justificação intrínseca para tal comportamento.

Continue Lendo!

Leia Página 1 da Carta a Uma Nação Cristã: Uma Resposta.

Notas de Rodapé:
59 Ravi Zacharias, A Shattered Visage: The Real Face of Atheism (Grand Rapids, MI: Baker, 1993), p. 176.
60 Doug Krueger, “That Colossal Wreck” (1997), ver http://www.infidels.org/library/modern/doug_krueger/colossal.html.
61 O termo memética se refere ao estudo dos “memes”. Um meme, inventado por Richard Dawkins em 1976, é análogo a um gene, no qual tendências sociais e culturais são consideradas análogas a traços hereditários e evoluem com o tempo.
62 Peter H. Buck, “Native Races Need Not Die” (National Library of New Zealand, 1952) (http://teaohou.natlib.govt.nz/teaohou/issue/Mao01TeA/c10.html).
63 http://www.wired.com/news/wiredmag/1,71985-3.html.


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