O que é Oração?

O que é Oração?

 
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Página extraída de Carta a uma Nação Cristã: Contraponto, por RC Metcalf. Para obter mais informações, por favor visite www.ThinkAgain.us.

O que é oração?
Você tem a tendência de zombar da sugestão de que Deus pode realmente responder às orações de Seu povo. Você escreve:

    O que Deus estava fazendo quando Katrina devastou a cidade? Certamente Ele ouviu as orações dos homens e mulheres idosos que fugiram das águas crescentes pela segurança dos seus sótãos, apenas para serem lentamente afogados ali. Eram pessoas de fé. Eram homens e mulheres bons que haviam orado por toda a vida. Você tem a coragem de admitir o óbvio? Estas pobres pessoas morreram falando com um amigo imaginário.67
Richard Dawkins também tem prazer em enfatizar a impotência da oração. Ele afirma que Francis Galton, primo de Charles Darwin, fez a primeira tentativa de analisar cientificamente se a oração fazia qualquer efeito ou não. "Ele observou que todos os domingos, nas igrejas por toda a Grã-Bretanha, congregações inteiras oravam publicamente pela saúde da família real. Não deveriam eles, portanto, estarem excepcionalmente em forma, em comparação com o resto de nós..." Galton descobriu que, estatisticamente, não havia qualquer diferença entre a saúde da família real e do resto da Grã-Bretanha.

Devemos também observar que Francis Galton criou o termo eugenia, o qual foi utilizado de forma proeminente na retórica da Alemanha Nazista. Galton escreveu:
    Desejamos enormemente um instante para expressar a ciência de melhoramento das raças, a qual de nenhuma maneira é limitada a questões de acasalamentos criteriosos, mas que, especialmente no caso do homem, toma conhecimento de todas as influências que tendem a dar, em qualquer que seja o grau, às raças ou linhagens de sangue mais aptas uma melhor chance de prevalecer mais rapidamente sobre os tipos inferiores do que teriam sem a sua ajuda. A palavra eugenia poderia expressar a ideia suficientemente.68
Embora a iniciativa de Galton no fracassado campo da eugenia não tenha tido nenhum impacto sobre a validade de seu estudo sobre a oração, o leitor pode achar o comentário acima interessante ao considerar seu impacto enorme sobre os acontecimentos da II Guerra Mundial.

Richard Dawkins descreve um estudo financiado pela Fundação Templeton designado a comprovar experimentalmente o efeito da oração sobre pacientes cardíacos. Eles realizaram um estudo duplo-cego com mais de 1800 doentes, "todos os quais receberam a cirurgia de ponte de safena."
    Os pacientes foram divididos em três grupos. O Grupo 1 recebeu orações e não o sabia. Grupo 2 (grupo controle) não recebeu orações e não o sabia. Grupo 3 recebeu orações e sabia disso. A comparação entre os Grupos 1 e 2 busca provar a eficácia da oração de intercessão. O Grupo 3 busca provar os possíveis efeitos psicossomáticos de saber que estão sendo mencionados em orações.69
Cada membro proveniente de três igrejas diferentes, todas situadas a centenas de milhas dos sujeitos das suas orações, recebeu o primeiro nome e inicial do sobrenome de cada um dos pacientes pelos quais estavam orando e foram orientados a incluir a frase "para uma cirurgia bem sucedida com uma recuperação rápida, saudável e sem complicações." O estudo não resultou em nenhuma diferença significativa entre os grupos que receberam orações e o grupo que não as recebeu.

O que é oração - Oração Eficaz
Poderia tal experimento ter algum defeito real? O que constitui pré-requisitos de orações aceitáveis do ponto de vista de Deus? O eminente teólogo de Princeton do final do século XIX, Charles Hodge, ofereceu sete critérios:

  1. Sinceridade - "Deus é Espírito. Ele examina o coração. . . . Não se pode enganar ou ridicularizá-lo. . . Todos têm que reconhecer. . . no que diz respeito às multidões que, nos lugares de adoração pública onde repetem as formas solenes de devoção ou professam unir-se com aqueles que as pronunciam, sem nenhuma emoção correspondente, o serviço é pouco mais do que escárnio."

  2. Reverência - "Nada é mais característico das orações registradas na Bíblia do que o espírito de reverência que lhes caracteriza."

  3. Humildade - "Isso inclui, em primeiro lugar, o devido sentido de nossa. . . imundícia aos olhos de Deus como pecadores."

  4. Importunação - "Deus nos trata como um benfeitor sábio. Ele exige que apreciemos o valor das bênçãos pelas quais pedimos e que manifestemos um fervor próprio do desejo. Se um homem implora por sua própria vida ou pela vida de um ente querido, não há repressão de sua importunação."

  5. Submissão - "Todo homem que devidamente aprecia a sua relação com Deus vai, qualquer que seja o seu pedido, estar disposto a dizer: 'Senhor, não a minha vontade mas a tua.’”

  6. Fé - "Temos que crer. (a) Que Deus é. (b) Que é capaz de ouvir e responder às nossas orações. (c) Que está disposto a respondê-las. (d) Que certamente irá respondê-las se forem coerentes com seus propósitos sábios e com o nosso bem."

  7. Pedir em nome de Cristo - "Nosso Senhor disse aos seus discípulos: ‘Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão.’70 Agir no nome de qualquer pessoa é o mesmo que agir por sua autoridade e no exercício do seu poder. . . . Quando se pede um favor em nome de outro, isso significa pedir por amor a ele. Respeito pela pessoa em cujo nome se solicita o favor é a base sobre a qual será concedido.”71
Quanta sinceridade está envolvida em repetir a mesma linha várias vezes? Quão importunas foram as orações dos membros quando sequer conheciam o sobrenome das pessoas por quem estavam orando? A oração, pela sua natureza, é uma experiência muito pessoal. A tentativa de analisar estatisticamente a eficácia da oração está destinada ao fracasso desde o início. Muitos fatores vão além do controle da experimentação científica.

Você parece achar impensável que Deus "se preocuparia com algo tão trivial como o casamento gay ou o nome pelo qual Ele é abordado na oração. . . ”72 No entanto, vamos supor que você fez uma aula na qual uma parte significativa da nota dependia de participação em classe. Digamos que o grupo possua cinquenta pessoas e que o professor faça perguntas a indivíduos específicos como uma forma de dar início a curtas discussões em classe. O professor tem um sistema de aleatoriamente fazer dez perguntas por aula para então dar uma nota a suas respostas. Curtas discussões seguem cada questão, e você avidamente participa. No entanto, você não sabe que as notas são baseadas nas respostas iniciais. Pior ainda, você não percebe que o professor tem o seu nome errado no seu livro de notas. Em vez de Sam Harris, ele tem Saul Morris! Toda vez que ele dirige uma pergunta a Saul Morris, ninguém responde. Você supõe que essa pessoa largou o curso semanas atrás. Infelizmente, quando as notas saem, dificilmente você achará trivial que o professor tinha errado o seu nome.

A oração não é tagarelice sem sentido a um "amigo imaginário", como você supõe. A participação ativa de Deus na vida de um cristão se torna mais evidente ao longo da vida desse cristão. "A vontade final de Deus é imutável, mas a maneira em que escolhe concretizar essa vontade depende das orações de seus filhos.”73 Orações parecem realmente mudar o aparente curso dos acontecimentos na vida dos crentes. Isso significa que Deus constantemente muda de ideia? Não. Pelo contrário, Ele está consciente das mudanças que ocorrem, e dos seus efeitos, antes que aconteçam. Elas só nos aparecem como mudanças porque não temos Sua perspectiva onisciente.

Continue Lendo!

Leia Página 1 da Carta a Uma Nação Cristã: Uma Resposta.

Notas de Rodapé:
67 Sam Harris, p. 52.
68 Francis Galton, Inquiries into human faculty and its development (London: Macmillan, 1883): 17, fn1.
69 Richard Dawkins, The God Delusion, p. 63.
70 João 16:24. Ver também João 15:16 e João 14:13.
71 Charles Hodge, Systematic Theology: Volume III (Hendrickson, 2003), p. 701-704.
72 Sam Harris, p. 55.
73 Walter A. Elwell, Ed. Evangelical Dictionary of Theology (Baker Booka: Grand Rapids, 1984), p. 867. Ver também João 1:12 e 1 João 3:1.


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